terça-feira, 18 de dezembro de 2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Tempo Perdido
Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...
Tão Jovens! Tão Jovens!
- Legião Urbana
sábado, 1 de dezembro de 2012
''Não é tão simples viver a vida. Às vezes, ela
contém capítulos imprevisíveis e inevitáveis. Todo ser humano passa por
turbulências em sua vida. A alguns falta o pão na mesa; a outros, a alegria na
alma. Uns lutam para sobreviver. Outros são ricos e abastados, mas mendigam o
pão da tranquilidade e da felicidade. Por isso há miseráveis que moram em
palácios e ricos que moram em casebres. A vida é belíssima, mas não é tão simples vivê-la. Às vezes,
ela se parece com um imenso jardim. De repente, a paisagem muda e ela se
apresenta árida como um deserto ou íngreme como as montanhas. Independentemente
dos penhascos que temos de escalar, cada ser humano possui uma força incrível.
E muitos desconhecem que a possuem.''
- Augusto Cury
- Augusto Cury
domingo, 18 de novembro de 2012
"Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos,parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada,estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena,
mas nada acontecia ali de risível, era só dor e a perplexidade, que é mesmo o que causa em todos os que ficam.
A verdade é que não havia nad
a a acrescentar no roteiro:
a morte por si só, é uma piada pronta.
A morte é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário.
Tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório...
Colocar gasolina no carro e no meio da tarde...
MORRE.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu?
O livro que ficou pela metade?
O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta ideia:
MORRER...
A troco de que?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego. Mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de duvidas quanto à profissão escolhida...
Mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outro, tudo isso termina...
Numa colisão na freeway...
Numa artéria entupida...
Num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis...
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas...
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas...
A apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você que dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manha.
Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito...
Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo...
Já não há muito mesmo a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo?
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida...
Perdoe...
Sempre!! "
- Pedro Bial
a morte por si só, é uma piada pronta.
A morte é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário.
Tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório...
Colocar gasolina no carro e no meio da tarde...
MORRE.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu?
O livro que ficou pela metade?
O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta ideia:
MORRER...
A troco de que?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego. Mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de duvidas quanto à profissão escolhida...
Mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outro, tudo isso termina...
Numa colisão na freeway...
Numa artéria entupida...
Num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis...
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas...
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas...
A apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você que dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manha.
Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito...
Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo...
Já não há muito mesmo a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo?
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida...
Perdoe...
Sempre!! "
- Pedro Bial
SAUDADES ETERNA VÔ!
terça-feira, 6 de novembro de 2012
“Amor não se pede, é uma pena. É uma pena correr
com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira. É uma pena ter o
coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante
altista de quem constrói sozinho sonhos. Mas você não pode, não, eu sei que dá
vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui,
vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema?
Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei. Raiva dele ter tirado o
gosto do mousse de chocolate que você amava tanto. Raiva dele fazer você comer
cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto
volta. Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em
ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar. Ele
roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia. Mas não dá, nem de
brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra
sofrer, volta, volta, volta. Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu
sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros
demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as
noites que cumprem a promessa. É triste respirar sem sentir aquele cheiro que
invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. É triste amar
tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto
amargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra
comprar, substituir, esquecer, implorar. É triste lembrar como eu ria com ele.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? Ele
sabe, ele sabe.”
- Tati Bernardi.
sábado, 3 de novembro de 2012
* Depois de mais de um ano e meio de intensa amizade, 7 meses de uma
‘separação’ meio sem porque, e a retomada dessa amizade, que sem nenhuma dúvida
retornou com a mesma intensidade, eu resolvo a aceitar tudo aquilo de mais sincero e honesto que eu sentia por você.
Reconheço, que de maneira nenhuma foi fácil aceitar e admitir para mim
mesmo isso tudo, e muito menos descobrir como e quando começou.. na verdade
ainda não sei como começou, acho que foi a partir do momento que eu notei que
eu tinha uma enorme vontade de te ver e te ligar o tempo inteiro, para poder
contar coisas banais, de como estava minha vida, ou até mesmo só para dizer uma
boa noite, sonha com os anjos, ou estou com saudades suas (mas no fundo eu
sabia que a minha vontade era dizer um EU
TE AMO, desses soltado em alto e bom som, para ficar bem nítido, o que
realmente ele significava).
A partir do momento que eu aceitei e resolvi dizer tudo o que eu sentia,
as coisas pareceram que seriam mais fáceis, mas não foi bem assim, a vontade de
ligar e te ver, que já eram grandes, agora triplicaram, a cada instante de
segundo eu penso em você.
Eu decidi dizer tudo não porque eu queria que você ficasse comigo, do
meu lado (MESMO EU QUERENDO MUUUITO ISSO), mas eu te falei tudo porque eu não
poderia mais ficar esperando, sem fazer nada, sem tomar nenhuma atitude, eu não
podia, eu não posso mais conviver com esses ‘e se’ que a vida às vezes coloca
na nossa frente, eu não queria mais um talvez na minha vida (como uma grande
amiga me disse o não eu já tinha, e talvez pudesse conseguir um sim).
Não sei se resolveu muita coisa, esse meu extremo e sincero desabafo,
pois na verdade ainda estou aqui me segurando para não te ligar, me segurando
para não ter outra crise.. Sinto uma saudade quase insana dos seus abraços (do
seu cheiro), da tranquilidade que eles me passam, da maravilhosa sensação que
tenho quando estou envolta deles, é realmente uma sensação indescritível.. que
eu AINDA quero sentir todos os dias possíveis.. e eu não quero mais esperar, eu
quero você logo do meu lado, mesmo que talvez seja por um dia, uma semana,
duas, um mês.. não importa, eu só quero você aqui comigo.
- Priscila Cardoso
"Eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor você não precisa trazer nada só você mesmo você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro.Mas eu preciso muito muito de você."
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.
- Caio F. Abreu
Remar.
Re-amar.
Amar.
- Caio F. Abreu
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Pálpebras de Neblina
"Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. Essas coisas meio piegas, meio burras, eu vinha pensando naquele dia. Resolvi andar. Andar e olhar. Sem pensar, só olhar: caras, fachadas, vitrinas, automóveis, nuvens, anjos bandidos, fadas piradas, descargas de monóxido de carbono. Da praça Roosevelt, fui subindo pela Augusta, enquanto lembrava uns versos de Cecília Meireles, dos Cânticos: "Não digas 'Eu sofro'. Que é que dentro de ti és tu? / Que foi que te ensinaram/ que era sofrer ?" Mas não conseguia parar. Surdo a qualquer zen-budismo, o coração doía sintonizado com o espinho. Melodrama: nem amor, nem trabalho, nem família, quem sabe nem moradia - coração achando feio o não-ter. Abandono de fera ferida, bolero radical. Última das criaturas, surto de lucidez impiedosa da Big Loira de Dorothy Parker. Disfarçado, comecei a chorar. Troquei os óculos de lentes claras pelos negros ray-ban - filme. Resplandecente de infelicidade, eu subia a Rua Augusta no fim de tarde do dia Tão idiota que parecia não acabar nunca. Ah! como eu precisava tanto de alguém que me salvasse do pecado de querer abrir o gás. Foi então que a vi. Estava encostada na porta de um bar. Um bar brega - aqueles da Augusta-cidade, não Augusta-jardins. Uma prostituta, isso era o mais visível nela. Cabelo mal pintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olhava a rua. Na mão direita tinha um cigarro, na esquerda um copo de cerveja.
E chorava, ela chorava. Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo. Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém, acho. Tão voltada para a própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu, também, não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de néon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida. Sem o recurso dessas benditas levezas de cada dia - uma dúzia de rosas, uma música de Caetano, uma caixa de figos. Comecei a emergir. Comparada à dor dela, que ridícula a minha, dor de brasileiro-médio-privilegiado. Fui caminhando mais leve. Mas só quando cheguei à Paulista compreendi um pouco mais. Aquela prostituta chorando, além de eu mesmo, era também o Brasil. Brasil 87: explorado, humilhado, pobre, escroto, vulgar, maltratado, abandonado, sem um tostão, cheio de dívidas, solidão, doença e medo. Cerveja e cigarro na porta do boteco vagabundo: carnaval, futebol. E lágrimas. Quem consola aquela prostituta? Quem me consola? Quem consola você, que me lê agora e talvez sinta coisas semelhantes? Quem consola este país tristíssimo? Vim pra casa humilde. Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu me esquecesse de mim. E fez. Quando gemeu "dói tanto", contei da moça vadia chorando, bebendo e fumando (como num bolero). E quando ele perguntou "porquê?", compreendi ainda mais. Falei: "Porque é daí que nascem as canções". E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta. Não-ter pode ser bonito, descobri. Mas pergunto inseguro, assustado: a que será que se destina?"
- Caio F. Abreu
E chorava, ela chorava. Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo. Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém, acho. Tão voltada para a própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu, também, não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de néon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida. Sem o recurso dessas benditas levezas de cada dia - uma dúzia de rosas, uma música de Caetano, uma caixa de figos. Comecei a emergir. Comparada à dor dela, que ridícula a minha, dor de brasileiro-médio-privilegiado. Fui caminhando mais leve. Mas só quando cheguei à Paulista compreendi um pouco mais. Aquela prostituta chorando, além de eu mesmo, era também o Brasil. Brasil 87: explorado, humilhado, pobre, escroto, vulgar, maltratado, abandonado, sem um tostão, cheio de dívidas, solidão, doença e medo. Cerveja e cigarro na porta do boteco vagabundo: carnaval, futebol. E lágrimas. Quem consola aquela prostituta? Quem me consola? Quem consola você, que me lê agora e talvez sinta coisas semelhantes? Quem consola este país tristíssimo? Vim pra casa humilde. Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu me esquecesse de mim. E fez. Quando gemeu "dói tanto", contei da moça vadia chorando, bebendo e fumando (como num bolero). E quando ele perguntou "porquê?", compreendi ainda mais. Falei: "Porque é daí que nascem as canções". E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta. Não-ter pode ser bonito, descobri. Mas pergunto inseguro, assustado: a que será que se destina?"
- Caio F. Abreu
domingo, 21 de outubro de 2012
sábado, 20 de outubro de 2012
Para uma avenca partindo.
[...]
Você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente
- Caio F. Abreu
Você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente
- Caio F. Abreu
domingo, 14 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
"Para se
roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser
vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,
não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho,
requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente
tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes,
que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,
vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós
e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,
a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples...
é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você."
não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho,
requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente
tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes,
que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,
vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós
e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,
a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples...
é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você."
- Luís Fernando Veríssimo
terça-feira, 25 de setembro de 2012
"Apaixone-se por alguém
que te curte, que te espere, que te compreenda mesmo na loucura; por alguém que
te ajude, que te guie, que seja teu apoio, tua esperança. Apaixone-se por
alguém que volte para conversar com você depois de uma briga, depois do desencontro,
por alguém que caminhe junto a ti, que seja teu companheiro. Apaixone-se por
alguém que sente sua falta e que queira estar com você. Não apaixone-se apenas
por um corpo ou por um rosto, pois o tempo passa e a beleza envelhece, e o que
sobra é todo resto. Ou tudo aquilo é apenas um lindo cenário vazio!"
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
“E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta
que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão
os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o
sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se
perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas
esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se
reencontrem e que nada, nada seja por acaso."
terça-feira, 11 de setembro de 2012
"E não adianta negar a mim mesma, pois eu sou tua, meu
coração é teu. Mesmo não sendo correspondida, eu lhe peço que seja feliz,
pois só com a sua felicidade meu coração conseguirá estar satisfeito. Estou
caída ao chão, me falta ar para levantar-me. Eu confio em você. Cuide bem do
meu coração, pois agora ele é seu."
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
"Não
conheço uma pessoa que não goste de acordar com um bilhete, um carinho, um café
na cama, um beijo, um abraço, um telefonema “dormiu bem?”, um sorriso, um
chamego. Não conheço uma única alma que nunca pensou em ter alguém para ligar
no meio da tarde só para dizer que estava com saudade. Aposto que você, você
que diz não ser romântico, se emociona quando vê uma cena de amor no cinema.
Sei que você gosta que te
façam mimo quando você adoece. Sei que você gosta de ouvir como é importante
para alguém. Sei que você gosta de florzinhas na mesa na hora do jantar, sei
que você gosta de dançar coladinho, sei que você fica feliz ao receber um cd
gravado com músicas exclusivas. Músicas exclusivas que alguém exclusivo gravou
para você simplesmente pelo fato de você ser exclusivo.''
- Clarissa Corrêa
terça-feira, 14 de agosto de 2012
''Sou
composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas,
absolutas. Entupo-me de ausências, esvazio-me de excessos. Eu não caibo no
estreito, eu só vivo nos extremos. Pouco não me serve, médio não me satisfaz,
metades nunca foram meu forte! Todos os grandes e pequenos momentos, feitos com
amor e com carinho, são pra mim recordações eternas. Palavras até me conquistam
temporariamente… Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre. Suponho que
me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em
contato… Ou toca, ou não toca.''
- Clarice Lispector
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
''Abraço
é coisa tão séria que não se empresta, se dá. E quando os corpos se encostam,
todos os chakras se tocam. Abraço é coisa tão séria que junta os dois corações:
pode ecoar para sempre ou esvaziar por inteiro. Pois quando a gente abraça,
traz para dentro a pessoa: com bagagem, passado, infância, viagens e o
principal: seu perfume espiritual. E o que recebemos nem sempre é o que damos_
por isso alguns são afagos
que nutrem por um longo tempo e outros, desespero pra matar a fome, um
devoramento. Recuso abraçar levianamente, abraço com meu enrosco de afeto
demais, amor puro, corpo colado para o abraço ser sentido, ter sentido. Abraço
que é de verdade pode até ser dado de longe, pois ultrapassa as esferas e
desconhece distâncias, é todo feito de encontro. Abraço é coisa tão séria que
há de ser doce, leve, divertido, espontâneo, mesmo quando acalanto, colo ou
celebração. A gente agarra por impulso de carinho porque a sintonia é a mesma.
E quando o abraço termina, quando ele é dado de graça, fica a cosquinha no
peito, uma brisinha na alma e a harmonia instalada.''
- Marla de Queiroz
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
É loucura odiar todas
as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles
não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi
atendida, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura
condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um
deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque
uma tentativa não deu certo.
Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim um recomeço!
- Antoine de Saint-Exupéry
Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim um recomeço!
- Antoine de Saint-Exupéry
domingo, 8 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
"Tem um segredo que as pessoas não contam, pois tem muita gente que não
daria conta de digeri-lo: a sua vida pode ser do jeito que você quiser. Sem
melodramas, sem discursos poéticos, sem sermões. O fato é que todo mundo nasce
com livre arbítrio e vai construindo sua vida, escolha após escolha. Se você
parar pra pensar e voltar no tempo, vai conseguir reconhecer e identificar
todas as ações que te trouxeram até o exato lugar em que você se encontra hoje.
Ora, mas então se somos realmente senhores do nosso destino, então porque tem
tanta gente frustrada e infeliz hoje em dia?
A grande variedade de opções à nossa disposição nos dias de hoje
dificulta ainda mais as nossas escolhas. É como estar morrendo de fome, mas se
perder em meio de um bairro com um restaurante a cada esquina – sua fome é
real, mas você não sabe o que quer: você tem fome do quê? você tem sede do quê?
Sem conseguir responder a essas perguntas, você rodará eternamente entre os
restaurantes mexicanos, italianos, indianos, brasileiros, mas não conseguirá
saciar a sua fome, pois você não tem ideia do que quer comer.
Funciona assim também na área dos relacionamentos. Vemos a nossa volta
um mar de gente linda, moderna, com bons empregos, com dinheiro, mas tudo isso
não faz sentido algum se elas não sabem o que buscam. A moça arruma o cabelo,
compra roupa, põe silicone, malha, faz as unhas, se equilibra num salto 15, mas
chega na balada e, por não saber o que procura, só vai nos caras errados. Por
falta de olhar pra dentro dela mesmo e de descobrir do que seu coração
necessita, ela ignora os apelos do seu ser e vai em busca do que é considerado
como modelo pela sociedade – o cara de carro do ano, gel no cabelo, braço
forte, camisa polo. Ela não buscava isso mas, como não sabe o que busca, se joga
no vento, vai como um veleiro pra direção que a vida decidir levá-la.
E depois ela chora, se lamenta, fica deprê no sábado a noite comendo
pipoca sozinha quando as baladas já não a satisfazem mais. Não que há algo de
errado em sair, beber, dançar, fazer aquela sessão descarrego tão necessária,
mas esse tipo de programa só alimenta uma parte muito superficial do seu ser.
Quando o som acaba, quando as luzes se apagam, quando o álcool do seu corpo se
estabiliza depois do hot-dog prensado, então o vazio fica desesperadamente
maior – a solidão ecoa no peito, obrigando a moça a sair de novo para não
ouvi-la. E assim começa-se um ciclo de ilusões e de buracos no peito.
Ah, os buracos no peito.
Eles são sempre mais profundos do que você permite-se reconhecer. Se
você não cuida, seu peito fica pior do que as ruas esburacadas de São Paulo.
Vem a prefeitura, dá uma arrumada de leve, cobre superficialmente os buracos.
Por fora, o asfalto é um tapete. Por fora, os que vêem seu sorriso nem imaginam
a profundidade dos buracos que carrega por dentro. E depois de alguns dias,
depois de serem pisoteados de novo, os buracos se abrem novamente, dessa vez
mais profundos, mais machucados, mais difíceis de serem tampados. E você só pode fazer alguma coisa a respeito
quando descobrir o que busca.
Então, vai menina, desce do salto, larga o batom, mostra as olheiras,
deixa seu cabelo natural se esvoaçar no vento. Não gaste muito tempo se
preocupando com o corpo, porque a terra vai se ocupar dele cedo ou tarde – com
ou sem maquiagem. Olha um pouco pra dentro, pra o que importa, pra sua alma que
há tempos tenta ser ouvida. Desliga o som, fecha os livros, sai da frente da
TV. Ouve aquele clamar que ninguém sabe explicar, mas que vem de dentro. E
cuidado com a mente – ela abafa os clamores do coração.
Não se perca na busca, nem desista dela. Pare somente quando descobrir
o que buscas, o que te alimenta de verdade. Será mesmo que esse trabalho que te
prende 14 horas numa sala fechada te faz feliz? Será que homem que diz que te
ama mas que te valoriza mesmo pela sua bunda, merece fazer parte da sua vida?
Será que esse curso vale mesmo a pena somente por um diploma pendurado na
parede? Pra essas perguntas, não existe gabarito – só você poderá respondê-las
verdadeiramente.
E quando você descobrir o que procura e soltar um grande foda-se para
os padrões que o mundo inteiro tenta te convencer a seguir, você então vai
descobrir que a vida é boa, que é bela, que pode ser o que você quiser. E aí
então, você vai querer lamentar pelos dias perdidos na escuridão – faça-o, mas
não perca muito tempo revivendo o passado. Agora você já sabe – o presente é
bom demais para isso."
sexta-feira, 8 de junho de 2012
SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ
Se eu morrer
antes de você, faça-me um favor:
Chore o quanto quiser, mas não brigue comigo.
Se não quiser chorar, não chore;
Se não conseguir chorar, não se preocupe;
Se tiver vontade de rir, ria;
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão;
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me;
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam;
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo...
E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
-"Foi meu amigo, acreditou em mim e sempre me quis por perto!"
Aí, então derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
Gostaria de dizer para você que viva como quem sabe que vai morrer um dia, e que morra como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu.
"Ser seu amigo, já é um pedaço dele..."
Chore o quanto quiser, mas não brigue comigo.
Se não quiser chorar, não chore;
Se não conseguir chorar, não se preocupe;
Se tiver vontade de rir, ria;
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão;
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me;
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam;
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo...
E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
-"Foi meu amigo, acreditou em mim e sempre me quis por perto!"
Aí, então derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
Gostaria de dizer para você que viva como quem sabe que vai morrer um dia, e que morra como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu.
"Ser seu amigo, já é um pedaço dele..."
- Chico Xavier
terça-feira, 5 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada
nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do
nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as
mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de
encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos
de vista nem de sonho a idéia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos,
a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir
feliz.
- Caio Fernando Abreu
- Caio Fernando Abreu
domingo, 27 de maio de 2012
E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta
que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão
os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o
sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se
perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas
esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se
reencontrem e que nada, nada seja por acaso.
- Caio Fernando Abreu
- Caio Fernando Abreu
terça-feira, 22 de maio de 2012
"Não adianta. Mudam-se as cores do inverno, os sorrisos, as páginas das revistas, as dez mais bonitas. Mudam-se as tecnologias, as manchetes, o preço do pão, o jeito como você corta o cabelo. Mudam-se os sonhos, o clima lá fora, o tom do batom, a decoração, o que você espera de si mesma. Tudo muda o tempo todo. Mas uma coisa não muda. Não sai de moda. Não fica velho, nem ultrapassado. Quer saber? Acho amar a coisa mais eterna que existe. Não há nada mais moderno. Mais transgressor. Mais ousado - e mais antigo - que isso. Num tempo onde as pessoas mal têm tempo, amar virou coisa de gente corajosa. Porque é preciso muito peito (e muito jogo de cintura) para seguir o que temos de mais criativo: o coração. É o amor que nos faz ver o mundo de um jeito mais belo. E é o amor (e só ele!) que nos traz o valor exato das coisas simples. E você não precisa necessariamente amar uma pessoa. O amor é democrático. Você pode - e deve - amar a si mesmo e ao mesmo tempo amar alguém (essa, sim, é a melhor combinação!). E também amar a vida. Amar um projeto. Um trabalho. Um sonho. Ou - porque não? - simplesmente amar o amor. Se todo amor vale a pena? Eu acredito que sim. O mundo não está triste só por causa das guerras, do superaquecimento global e do tal "salve-se quem puder" As pessoas se escondem atrás das tecnologias e de um falso liberalismo pra camuflar seus medos. Para enganar seus desejos. Ah, me desculpem, mas no fundo todo mundo quer mais é se apaixonar! Mentira minha? Duvido. Todo mundo quer amar, todo mundo quer encontrar alguém especial, todo mundo quer se livrar do medo que nos impede de andar de mãos dadas. É certo que há quem prefira o morno, os relacionamentos superficiais, as noites vazias. (Relacionamentos trazem tantos problemas e alegrias quanto estar só, isso é uma verdade). Mas tenho a impressão de que todos nós temos um leve romantismo escondido, um desejo real pelo amor, uma necessidade de amar e ser amado sem a qual a vida não teria graça. (E não haveria tantos poetas, tantas canções bonitas e tanta insônia por aí). Escrevi, uma vez, uma letra onde canta a seguinte frase: "Será que amar é mesmo tudo"? Na época eu não saberia responder. Mas, hoje, cheguei a uma breve conclusão: não, amar não é tudo. É quase tudo. Amar é o começo. O primeiro parágrafo. A primeira nota. É o que canta (e encanta). Amar é que nos faz falar. É o que nos faz acordar. É o que nos faz dizer "Bom dia" com o sorriso mais livre do mundo.."
sábado, 19 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
"Os sonhos não
determinam o lugar aonde você vai chegar, mas produzem a força necessária para
tirá-lo do lugar onde está. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo
menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter
dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações."
sábado, 5 de maio de 2012
Amor, ou você encontra ou você é contra. Costuma ser assim.
Principalmente naquele momento em que o amor parece uma bela promessa, mas seus
amores insistem em contradizer esperanças. O telefone não toca, suas mensagens
a paixões iniciais são respondidas com um “Quem é?” e quando você liga uma
gravação informa “A pessoa que você ama não te ama ou não existe”. O sono não
chega e não é o cansaço que te incomoda, mas a perda da única chance de ter
quem você ama ao seu lado, sonhando. Você resolve seguir em frente, mas todas
as pessoas rumam para o mesmo destino, logo aquele que você já sabe que não é o
seu. Você pensa em se fazer sempre presente, mas assim as pessoas se cansam de
você. Você considera ficar mais distante para notarem sua ausência. Mas se alguém
não acha que há valor em te ter por que se importaria em te perder? O que você
descobre o real valor quando perde é dinheiro, não amores.
Quem não valoriza sua presença não se importa com a sua ausência
(ainda que você se importe). Caso você se apaixone, você é carente. Caso você
não se envolva, você é um canalha. Se transar de cara, você é promíscuo e
alguém que não vale a pena investir. Se não transar na primeira vez, você é
puritano, frio, chato. O que, então, as pessoas querem afinal? O que nós queremos,
então? Se tanta gente diz que busca alguém, mas ninguém presta, não era para um
dia esses que prestam e buscam quem preste se encontrarem? Com quem estamos
perdendo tempo para não vermos quem vai fazer a gente ganhar o dia todos
os dias? Eu não sei. Mas sei o que ganhei com o tempo que perdi.
Das mensagens sem resposta, ficou a coragem de dizer o que eu
sentia. Do desprezo que me ofereceram ficou não a dor por existirem pessoas
cruéis, mas o esforço por nunca ser igual. Do valor que não me deram, ficou a
certeza de que devo oferecer o melhor ainda que não mereçam. Das desilusões,
ficou a vontade de um dia oferecer sonhos a alguém. Das vezes que não deu
certo, ficou a vontade de tentar. Dos amores não correspondidos, ficou a
capacidade de amar. E em meio a isso tudo o que mantenho é a esperança.
Esperança e certeza de que vou ter que continuar tentando, é o que ganhei com o
tempo que perdi, vivendo de amores que morreram, esperando quem nunca esteve a
caminho. Anote aí: amar, ainda não inventaram outro jeito, a não ser tentar.
Amor, ou você encontra ou você se reencontra (e se reconstrói).
- Ruleandson do Carmo.
domingo, 22 de abril de 2012
'Cansada, cansada. Quase não dormi. E não consigo tirar você da cabeça. Estou te escrevendo porque não consigo tirar você da cabeça. Hesito em dizer qualquer coisa tipo me - perdoe ou qualquer coisa assim. Mas quero te contar umas coisas. Mesmo que a gente não se veja mais. Penso em você, penso em você com força e carinho.'
quinta-feira, 19 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
'Sou
expert em sentir, chorar e reclamar. Sou a rainha da rotina, da sensibilidade e
do drama. Domino a arte de observar e detalhar. Sou tão desastrada que caio até
em superfícies planas. Choro por besteira e ainda assisto filmes infantis. Mas
quer saber? É meu jeito de ser, e não mudo por ninguém. Prefiro ser taxada de
estranha do que de normal.'
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
* Foram os 26 dias de
verão que se passaram mais rápidos na minha vida, principalmente
porque foram ótimos.. Revi pessoas que com toda certeza me fazem um bem
danado, e que também fazem muita falta.. todas as tardes conversando besteiras
e as madrugadas também (66' kkk, nada será em hipótese alguma
esquecido.
A saudade é incontestável e aumenta a
cada instante.. queria poder ter vocês por perto o ano todo.
p.s.: falta muuuita gente aí.
- Priscila Cardoso.
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